Moda

Descubra como descartar roupas usadas de forma sustentável

Saiba como empresas e organizações têm buscado alternativas conscientes para o descarte sustentável de lixo têxtil. Aplicativo Cotton Move, monstra pontos de reciclagem de roupa perto do consumidor.

3 min de leitura
23 Abr 2022 - 17h49 | Atualizado em 23 Abr 2022 - 17h49

O impacto da indústria têxtil tem sido catastrófica ao meio ambiente, devido ao consumo excessivo da sociedade moderna. A produção em grande escala de lojas de fast fashion (lojas de roupa mais populares) resultou em um descarte de peças de forma irregular, que vão parar em lixões na África e na América Latia, como no caso do Deserto do Atacama, que ficou conhecido como o maior lixão de roupa do mundo.

As roupas abandonadas no Deserto do Atacama, são descartadas pelos Estados Unidos, Europa e Ásia, e enviadas ao Chile para serem revendidas. O lixão recebe cerca de 60 mil toneladas de roupa por ano.


Deserto do Atacama é cemitério de roupas usadas (Reprodução/Youtube)


No Brasil, são recolhidas diariamente 45 toneladas de lixo têxtil, somente da região do Brás, em São Paulo. Quando essas peças estão no lixão, elas liberam um gás tóxico, que contem dióxido de carbono e metano, prejudicando a camada de ozônio. Outro fator que prejudica o meio ambiente, é que a maioria dessas roupas são de poliéster, tecido que demora 200 anos para se decompor.

Tendo esse problema em mente, empresas têm buscado alternativas conscientes para o descarte sustentável.

Descarte sustentável

A ONU Meio Ambiente em pareceria com a Coalizão Embalagens, criou o Movimento Separe, Não Pare. Que incentiva a transformação feita em casa como um caminho para dar novos destinos aos tecidos, para que desta forma, fosse evitado o acúmulo de resíduo têxtil na natureza. Elas podem ser transformadas em panos de chão ou em novas peças.

Outra opção seria encontrar instituições especializadas em descarte de resíduos têxteis. Que por processamentos químicos e físicos, as fibras se desfazem e tornam-se novas. Um exemplo, são as fibras sintéticas que podem se tornar plástico para a engenharia, ou as fibras naturais que pode voltar a ser um novo tecido.

E para deixar essa procura mais fácil, um aplicativo chamado Cotton Move, busca pontos de reciclagem mais próximo do consumidor. No Brasil são 200 locais de descarte, nas cinco regiões do país. Após separadas, as fibras são recuperas e novamente inseridas nas varejistas parceiras (atualmente C&A, Youcom e Reserva). As que não estiverem em boas condições são destinadas para outro processo de reciclagem, que não utiliza método de aterramento.

Foto destaque: Mulheres buscam roupas usadas em meio a descarte no deserto do Atacama. Reprodução/Martin Bernetti/G1.

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