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Denúncias de assédio sexual já passam de 214 apenas no primeiro semestre de 2022

Os números de denúncias de assédio sexual passam de 214 em apenas um semestre de 2022, sendo uma denúncia por dia, quase dobrando o número do ano anterior, que bateu recorde com 251 casos.

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01 Jul 2022 - 09h18 | Atualizado em 01 Jul 2022 - 09h18

Denúncias de assédio sexual registradas pelo governo federal já passam de 214 apenas no primeiro semestre desse ano. Em 2021 houve um recorde com 251 acusações, aumentando cerca de 61,1% desde 2020. O motivo de Pedro Guimarães ser demitido, acusado de assédio, se estende para além das estatais.

As denúncias são feitas através de canais especializados nisso, são levadas até a Controladoria-Geral da União (CGU) e registradas nas ouvidorias federais da administração federal. As vítimas podem contatar canais de denúncias de várias maneiras, desde ministérios até órgãos subsidiários, que seriam as universidades federais.

Em 2022, há um registro de um caso por dia, sendo o dobro do ano anterior. A advogada Marina Ganzarolli, também presidente do Me Too Brasil, justifica que os números aumentando é um grande progresso vindo da conscientização das pessoas sobre o tema.


Marina Ganzarolli (Foto: Reproução/UOL/Instagram)


“Nos Ministérios e por parte do próprio chefe do Executivo há um comportamento reiterado, público e escancarado de desrespeito às mulheres em geral e às pessoas LGBTQIAP+. Seja numa organização pública ou privada, quando a alta liderança colabora com o comportamento abusivo e desmoralizante, isso reflete nas pessoas que estão abaixo”, Marina também argumenta dizendo que esse é o outro fator do crescimento de denúncias.

Há uma porcentagem de 12,5 casos arquivados, mas totalizando o restante, a CGU informou que 31 foram de funcionários da Justiça e Segurança Pública. Em seguida, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos totaliza com 23 denúncias e por conseguinte, 18 da Educação. A ouvidoria da Presidência da República recebeu quatro denúncias no total.

A CGU é responsável por caracterizar cada caso como assédio sexual, que por ser necessário em alguns casos, acrescenta provas e então as encaminha para a apuração, feita pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal.

Para casos que envolvem estatais, como a Caixa e Petrobras, a CGU perde o controle dos dados, já que ficam encarregados pelo MPF e PF, portanto, a investigação fica toda sob sigilo.

 

Foto Destaque: Caracterização do assédio sexual. Reprodução/Senado Federal.

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