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Denúncia de assédio derruba presidente da Caixa Econômica Federal

Após denúncias de assédio sexual contra funcionárias, Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal que está no cargo desde o início do governo Bolsonaro, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal.

3 min de leitura
29 Jun 2022 - 19h42 | Atualizado em 29 Jun 2022 - 19h42

Pedro Guimarães é uma das pessoas mais próximas ao presidente Jair Bolsonaro, tendo seu cargo como presidente da Caixa Econômica Federal desde o início do mandato do atual governante do país. Também era comum ver Guimarães acompanhando Bolsonaro durante viagens do presidente, chegando até mesmo a participar de suas lives. O caso, que está sob sigilo, passará por uma investigação do Ministério Público Federal (MPF). Guimarães será investigado por acusações de assédio sexual, denunciadas por funcionários. 


Pedro Guimarães deixou a presidência da Caixa após denúncias. Foto: Reprodução / Yahoo Notícias / REUTERS / Adriano Machado


Funcionárias da Caixa que optaram por não se identificar concederam relatos à TV Globo. Segundo elas, era comum que Pedro Guimarães chamasse grupos de funcionários para jantar em sua casa, sempre oferecendo vinho. 

Eu só fingi que estava bebendo o vinho e tudo e aí ele ele começou a fazer umas brincadeiras. Aí na hora de pagar a conta pediu um abraço. Aí falou: 'Ah'. Eu tentei manter a distância. 'Ah, um abraço maior'. Eu fiquei muito sem graça, que eu já vi que ele já, né? A gente já sabe da fama. Eu sabia da fama dele já, então eu me reservei o máximo possível. E aí ele: 'não, mas abraça direito. Abraça direito, porque é... você não gosta de mim'. Aí na hora que ele, na terceira vez que ele fez eu abraçar ele, ele passou a mão na minha bunda", disse uma das funcionárias em depoimento. Essa é apenas uma das muitas acusações contra Guimarães. 


Pedro Guimarães nesta quarta-feira (29).


Ao Blog da Ana Flor, jornalista do G1, três outras funcionárias disseram que a chefia da Caixa Econômica Federal tinha consciência das denúncias de assédio contra seu presidente. Os primeiros casos foram registrados ainda em 2019. De acordo com os relatos, as vítimas que desistiram de levar a denúncia adiante foram transferidas, recebiam cargos em outras instituições públicas ou passavam períodos no exterior. Por outro lado, quem ajudava no acobertamento dos casos recebia promoção. 

Ao jornal Metrópoles, a Caixa Econômica Federal disse que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas, que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio e que possui canal de denúncias por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias”. 

Nesta quarta-feira (29), Pedro Guimarães entregou sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro, apenas um dia depois das acusações tomarem caráter público.

 

Foto Destaque: Pedro Guimarães, presidente da Caixa. Reprodução / SindBancários / Marcelo Camargo / Arte por Naiele Lopes

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