Confira: coronavírus e os destaques da semana

Beatriz Ferrão - Publicado 11 de Oct de 2020 às 13:10
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Pesquisadores japoneses descobriram, a partir de um experimento feito em laboratório, quanto tempo o coronavírus é capaz de sobreviver na pele de uma pessoa. No estudo, eles analisaram amostras de dois vírus: do causador da covid-19 e do da influenza.

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Para evitar a contaminação de voluntários saudáveis, os vírus foram misturados a amostras de pele humana retiradas em autópsia 24 horas antes. O que eles puderam observar é que, enquanto o vírus da gripe durou menos de duas horas na pele, o coronavírus sobreviveu por até nove horas.

A equipe diz que informações sobre o tempo de sobrevivência do vírus na pele podem ajudar a desenvolver abordagens para prevenir a transmissão por contato e reforçar a importância de lavar as mãos ou usar álcool gel. Ambos os vírus foram completamente inativados em 15 segundos por desinfetante contendo álcool a 80%.


Pesquisadores reforçam a importância de lavar as mãos ou usar álcool gel (Foto:Reprodução/Odia)


China teria encontrado novamente coronavírus em carne brasileira

Autoridades chinesas afirmam novamente que a carne brasileira está com resíduos do novo coronavírus. Desta vez, de acordo com informações de Lauro Jardim, de O Globo, a carne bovina possivelmente contaminada foi encontrada no Porto de Dalian, um dos maiores do país. 

O produto foi produzido pelo frigorífico Minerva, na unidade localizada em Barretos (SP). A embaixada do Brasil em Pequim já foi comunicada oficialmente do caso, diz a nota do jornal. O fato ocorre quase dois meses depois de a China ter dito encontrar amostras de coronavírus num lote de asas de frango importado do Brasil.

De janeiro a julho, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina. Isso significa um faturamento de US$ 4,7 bilhões. Desse total, 60% do faturamento vêm exatamente da China.

 

Brasil ultrapassa 150 mil mortes 

Pouco mais de 200 dias depois da primeira morte por covid-19 ocorrer no Brasil, o país atinge agora 150 mil óbitos pela doença. Nesse período, estados e municípios decretaram quarentena, e alguns optaram pelo fechamento completo para conter o avanço do vírus.

Ainda assim, o país somou números altos: mais de 5 milhões de infectados e o segundo país em mortes no mundo. Se há sete meses a mensagem era "fique em casa" e São Paulo tentava alcançar 60% de isolamento social, hoje estados avançam rumo a aberturas de comércio, espaços de lazer e escolas.

Nesse período, mais de 8 milhões de pessoas aderiram ao trabalho remoto, enquanto mais de 10 milhões foram afastadas do trabalho. O trabalho informal e o desemprego aumentaram.

 

Eleitores de SP acham que vacina contra o coronavírus deve ser obrigatória quando ficar pronta

Pesquisa Datafolha mostra que 72% dos eleitores de São Paulo consideram que a vacina contra o coronavírus deve ser obrigatória para todos os brasileiros, quando estiver liberada. Várias vacinas estão sendo testadas no Brasil, mas nenhuma foi aprovada ainda para uso geral da população.

Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que ninguém poderia ser obrigado a tomar vacina, mas a declaração foi criticada por especialistas.

O levantamento realizado pelo Datafolha nos dias 5 e 6 de outubro na cidade de São Paulo também questionou os eleitores sobre se eles pretendiam se vacinar, quando o imunizante contra a Covid-19 ficar pronto: 79% disseram que sim, 17% disseram que não, e 4% afirmaram não saber.

 

(Foto destaque: coronavírus e os destaques da semana. Reprodução/agazeta)

 

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