Coronavírus e a sociedade do futuro

Publicado 27 de Oct de 2020 às 16:40

O mundo vive em uma constante transformação e adaptação às circunstâncias que se formam. Nesse sentido, diversas vezes, motivos tecnológicos, de saúde, financeiros, políticos ou sociais fizeram mudanças de comportamento serem necessárias. Assim, em 2020, mais uma vez, uma nova situação apareceu e coube a sociedade readaptar a rotina para seguir com a vida dentro das possibilidades apresentadas. 

 

Isto é, a pandemia de coronavírus se instalou no mundo. Desse modo, aprender a lidar com o novo vírus foi obrigatório e uma mudança grande de hábitos passou a acontecer. A utilização de máscaras e a higienização constante das mãos, por exemplo, ficaram tão básicos quanto escovar os dentes, já que se mostraram como protetivos ao contágio.

 

Diante disso, surge a reflexão: até que ponto a reformulação do cotidiano causada pela Covid-19 irá influenciar nos hábitos futuros da sociedade? Como isso influencia no nosso bem estar?


 

pós coronavírusO pós coronavírus trará novos costumes. (Foto: Reprodução / Pexels)


 

Então, pensando em estrear com o pé direito, essa coluna, que tem hoje sua primeira publicação, irá desmembrar a questão, abordando as afetações do coronavírus. Assim, fazendo ligações do passado, com o presente e com um possível futuro. Além disso, por aqui, temos o objetivo de estabelecer uma ligação com você, caro leitor, para refletir e informar sobre temas pertinentes que abrangem o bem estar como um todo.

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Futurismo

 

Por algumas vezes, no passado, já houve a tentativa de pensar em como se estaria no futuro. No caso, o futuro daquele tempo chegou e é o nosso agora. Só para ilustrar, a comunicação ágil de internet e telefone, que hoje possuímos, antes era apenas uma hipótese. 

 

Se quisermos ir ainda mais afundo nas previsões, o cinema pode ser um bom guia. Há filmes passados que utilizam tecnologias até então fictícias e que, após, passam a ser possibilidades da atualidade. 

 

Na mesma questão, quanto a comunicação via internet, por exemplo, em 1998, o filme “Mensagem para Você” tratou de relacionamentos virtuais, em uma época que a internet estava iniciando e imaginar isso era algo muito futurista. Porém, hoje, sabemos o quanto isso é comum e faz parte do dia a dia.

 

Outro exemplo de tecnologia da ficção que virou real, foi a utilização de drones. Em “O Exterminador do Futuro”, de 1984, houve a utilização dos aviões robóticos, quando eles ainda não estavam, na nossa realidade.

 

Desse modo, muitos outros casos podem ser encontrados. Mas o ponto central aqui, é perceber o quanto aquilo que anteriormente parecia apenas uma imaginação do futuro pode se tornar um fato do presente.

 

Portanto, voltamos à questão de hoje nesta coluna e seguimos pensando nas influências da Covid-19 para o futuro. O que ela modificou no presente já sabemos. Agora, chegam as probabilidades do quanto isso tudo deve alterar os próximos anos.

 

Rotina diária

 

Nisso, chega o futuro próximo, ou seja, assim que o isolamento social começar a ser flexibilizado. Dessa forma, na hora de pensar em lazer, vamos optar por um cinema fechado? Ou o medo de contaminação falará mais alto e assistir um filme em casa será a escolha? E a viagem de avião? Ainda será primeira opção ou pensar em outro meio de locomoção, mesmo que leve mais tempo para chegar ao destino, será questionado? O restaurante cheio, o show com centenas de pessoas na plateia, o estádio de futebol lotado e qualquer outro lugar com aglomeração será frequentado banalmente?


 

(Foto: Reprodução / Agronerd)(Foto: Reprodução / Agronerd)


 

Bem, a decisão pessoal de cada um não tem como ser prevista, mas a certeza é de que pensar duas vezes antes de ir em locais fechados ou com multidões será normal. Certamente, pelo menos por um tempo, muitos, pensando no bem estar, vão preferir buscar formas de lazer em locais abertos, com poucas pessoas ou em casa. 

 

Quanto ao entretenimento, shows e espetáculos online tendem a continuar acontecendo. Aproximar o real do virtual precisou ocorrer rapidamente nesse momento, mas suas vantagens devem seguir sendo aproveitadas. Assim sendo, mais pessoas podem ter alcance a apresentação ou exposição, que ocorre na internet.

 

Outro ponto interessante desse período de coronavírus é a utilização de máscaras. Há locais do mundo, como a Ásia, que seu uso já é comum. Por lá, quando uma pessoa se sente mal ou está resfriada utiliza a máscara para evitar contaminar as outras. Então, será que a moda vai funcionar por aqui também?

 

Ainda que não se torne um costume geral. provavelmente o uso de máscaras aumente em todo o mundo, já que a popularização com a Covid-19 fez seus benefícios serem entendidos. Futuramente, pode até mesmo existir empresas apenas focadas em produzir máscaras. Ter máscaras de marcas famosas. Customizar máscaras e assim por diante. Em outras palavras, esse pode ser um dos negócios do futuro.

Acelerando planos

 

Aliás, pensando em negócios do futuro, o coronavírus fez acelerar processos e tornar alguns planos em realidade. Não poder sair às ruas, tornou a modalidade home office, escritório em casa, em uma tradução livre, a alternativa para o mundo empresarial. Muitos aderiram ao trabalho remoto para seguir dando conta das demandas, mesmo longe fisicamente da empresa. O home office já vinha como tendência antes da pandemia começar e era considerado como alternativa para agilizar e aumentar a produtividade no futuro. Uma possibilidade que pode proporcionar tanto bem estar físico como emocional, já que aproxima o lar e o trabalho.


 

pós coronavírus Trabalhar e esrudar de casa ou de onestiver são cada vez mais realidade. (Foto: Reprodução / Getty Images)


 

Na mesma linha de pensamento, ocorreu o ensino a distância (EAD). Escolas, cursos e universidades tiveram que optar pela modalidade para dar continuidade às aulas e trabalhos. O EAD também tendia a ser cada vez mais aderido pela praticidade de poder estudar em qualquer lugar e em qualquer horário.

Cuidados futuros

 

Por fim, além do uso de máscaras com mais frequência, se pensarmos em um longo prazo, há chances de as pessoas passarem a ter mais foco em suas moradias. Assim, pensar em viver em cidades com menor população, que registram menores índices de contaminação em casos de pandemias, por exemplo, pode vir a ser uma preocupação. Um olhar para o bem estar dentro do lar.

 

Nesse sentido, optar por casas ou apartamentos mais arejados, com sacadas e entradas de sol também pode passar a ser uma questão de atenção. Fora isso, pode haver uma maior preocupação com o conforto dentro de casa, entre os mais jovens. Ao invés de gastar com uma noite de festa, a escolha pode ser em investir em um sofá mais confortável, por exemplo. Também no mesmo contexto, economizar no dia a dia para ter reservas financeiras de emergência receberá mais adeptos.

 

Já se pensarmos em visões mais futuristas ainda, como nos filmes passados que previam o agora, poderia se chegar a criação de uma lavadora de compras. A máquina iria higienizar as compras do mercado, evitando qualquer tipo de contaminação através de embalagens. Enfim, as possibilidades a serem testadas, a partir da experiência com o coronavírus, podem ser infinitas.

Consequências

impactosOs impactos do atual momento surgirão em cada um de nós. (Foto: Reprodução / Pexels)


 

Ademais, a Covid-19 faz centenas de vítimas diárias, os números são muito maiores do que os de outras tragédias, que também abalaram a sociedade. Porém, o fato de esse número está em constante crescimento, por vezes, acaba fazendo com que não seja dimensionado. 

 

Além disso, a fobia de sair de casa e de frequentar locais de aglomerações pode ser uma constante entre a geração atual de crianças. Eles crescem em meio a um cenário que mostra que ficar em casa é o modo de estar com a saúde segura. 

 

Inclusive, falando em consequências, na China, ocorreu uma segregação entre já contaminados e não contaminados. Em síntese, através de um aplicativo de celular e do preenchimento de alguns dados é disponibilizado um QR Code para liberar ou não a circulação de cada pessoa. Caso a tela fique verde, liberado. Caso gere um código âmbar, ficar em casa por sete dias. Caso a tela fique vermelha, o usuário deve ficar em quarentena por 14 dias. Esse código de saúde é digitalizado quando a pessoa vai entrar em algum local público e esses registros podem também ser mapeados. Algo que pode se expandir para outros tempos e contextos.

 

Sobretudo, a geração que viveu o coronavírus jamais esquecerá os dias de isolamento e as perdas. A história ganhou mais um capítulo de impacto para ser registrado e contado posteriormente. Pensar no bem estar e na saúde entraram fortemente nas prioridades. As consequências desse período vão seguir por mais alguns anos até ficarem distantes em novas gerações, que sem o medo presente, talvez passem a olhar sem tanta atenção para os pontos que aprendemos com a Covid-19.

(Foto destaque: Reprodução / Pexels)

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