Saúde

Coreia do Norte declara vitória na batalha contra a COVID-19

Em reunião realizada na quarta-feira (11) em Pyongyang, Kim Jong-un declarou vitória da Coreia do Norte sobre a COVID-19 e retirou todas as restrições no país, informou a mídia estatal nesta quinta-feira.

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11 Ago 2022 - 15h48 | Atualizado em 11 Ago 2022 - 15h48

O líder Kim Jong-un declarou vitória da Coreia do Norte sobre a COVID-19. Em declaração dada na quarta-feira (10), o político norte-coreano declarou que as medidas preventivas serão aliviadas apenas três meses após o reconhecimento de um surto, alegando que o sucesso amplamente disputado do país seria reconhecido como um “milagre global de saúde”.

A Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA) também informou nesta quinta-feira que Kim Yo-jong, irmã de Kim, disse que ele sofreu uma febre e culpou o surto norte-coreano por panfletos que voaram da fronteira da Coreia do Sul, enquanto alertava sobre retaliação mortal.

Alguns especialistas acreditam que a Coreia do Norte manipulou a escala do surto para ajudar Kim a manter o controle absoluto do país em meio a crescentes dificuldades econômicas. Eles acreditam que a declaração de vitória sinaliza o objetivo de Kim de passar para outras prioridades, mas estão preocupados com as observações de sua irmã pressagiando uma provocação.

O Ministério da Unificação da Coreia do Sul, que lida com assuntos internos, emitiu um comunicado expressando forte pesar pelos "comentários extremamente desrespeitosos e ameaçadores" da Coreia do Norte que foram baseados em "alegações ridículas" sobre a fonte de suas infecções.

Desde que o país liderado por Kim Jong-un admitiu um surto da variante Omicron em maio, relatou cerca de 4,8 milhões de "casos de febre" em sua população de 26 milhões, mas identificou apenas uma fração deles como COVID-19. O governo afirmou que o surto vem desacelerando há semanas e apenas 74 pessoas morreram.


Restrições contra o coronavírus serão retiradas na Coreia do Norte.(Foto/Reprodução/EBC)


Em discurso, Kim Jong-un falou sobre a situação da doença no país. "Desde que começamos a operar a campanha máxima de emergência antiepidêmica (em maio), os casos diários de febre que atingiram centenas de milhares durante os primeiros dias do surto foram reduzidos para menos de 90.000 um mês depois e diminuíram continuamente, e nenhum caso de febre suspeita de estar ligado ao vírus maligno foi relatado desde 29 de julho", disse Kim, de acordo com a KCNA.

Especialistas externos suspeitam que o vírus tenha se espalhado depois que a Coreia do Norte reabriu brevemente sua fronteira norte com a China para o tráfego de mercadorias em janeiro e aumentou ainda mais após um desfile militar e outros eventos em grande escala em Pyongyang em abril.

Em maio, Kim proibiu viagens entre cidades e municípios para retardar a propagação do vírus. No entanto, ele também enfatizou que seus objetivos econômicos devem ser cumpridos, o que significa que grandes grupos continuaram a se reunir em locais agrícolas, industriais e de construção.

Na reunião sobre o vírus, Kim pediu a flexibilização das medidas preventivas e que a nação mantenha a vigilância e o controle efetivo das fronteiras, citando a disseminação global de novas variantes de coronavírus e a varíola dos macacos.

Leif-Eric Easley, professor de Estudos Internacionais na Universidade de Seul, na Coreia do Sul, falou a respeito das declarações do líder norte-coreano. “Para Kim declarar a vitória contra a COVID-19, indica que ele quer destinar o foco das ações em outras áreas, como impulsionar uma economia quebrada e fortemente sancionada ainda mais danificada pelo fechamento de fronteiras pandêmicas ou realizar um teste nuclear”, comentou o professor.

Autoridades da Coreia do Sul e dos EUA disseram que a Coreia do Norte pode estar se preparando para seu primeiro teste nuclear em cinco anos em meio à sua “corrida tórrida” de testes de armas em 2022, que incluiu suas primeiras demonstrações de mísseis balísticos intercontinentais desde 2017.

A provocativa atividade de teste ressalta a dupla intenção de Kim de avançar seu arsenal e pressionar a administração de Biden sobre negociações há muito paralisadas destinadas a alavancar suas armas nucleares para sanções de alívio e concessões de segurança, de acordo com os analistas.

Foto destaque: Kim Jong-un em depoimento. (Reprodução/Lemde)

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