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Conheça o Golpista do Tinder, acusado de roubar as mulheres pelo app

Simon Leviev é o Golpista do Tinder que supostamente conseguiu milhões aplicando golpes em três mulheres no Tinder. Conheça a sua trajetória que está em um documentário na Netflix.

08 Fev 2022 - 19h17 | Atualizado em 08 Fev 2022 - 19h17
Conheça o Golpista do Tinder, acusado de roubar as mulheres pelo app Lorena Bueri

Simon Leviev utilizada o aplicativo de encontros, Tinder, para fazer seus golpes que chegaram a casa dos milhões. Os golpes viraram um noticiário e um documentário na Netflix.

Neste mês foi lançado na plataforma de streaming o documentário "O Golpista do Tinder", que conta a história de três mulheres vítimas de Leviev pelo aplicativo de relacionamentos. As histórias da norueguesa Cecilie Fjelhoy, da sueca Pernilla Sjoholm e da holandesa Ayleen Charlotte mostram como o golpista entrou na vida de cada uma delas, e seus métodos para aplicar os golpes. 

É dificil confirmar a quantia exata do quanto o golpista conseguiu arrecadar por meio dos golpes, mas alguns estimam na casa dos milhões. Através do charme e boa lábia, Leviev conseguiu fazer com que mulheres transferissem quantias enormes de dinheiro a ele. No caso de apenas uma das mulheres, a soma chega a cerca de US$ 200 mil.

O documentário é baseado numa reportagem feita pelo jornal norueguês VG, publicada em fevereiro de 2019, que conta a história das três mulheres vítimas do Golpista do Tinder.

Apesar das evidências do golpe e das denúncias feitas pelas três mulheres que aparecem no documentário, ele está livre e nega ter roubado qualquer dinheiro. Após a repercussão do documentário, o Tinder infirmou o cancelamento da conta de Leviev que ainda estava ativa na plataforma.

Simon Leviev é, ne verdade, Shimon Yehuda Hayu, nascido em Tel Aviv em 1990 e pertecente a uma família judia ultra-ortodoxa. 

Essa não é a primeira vez que ele enfrenta um problema com a justiça, em 2011 Leviev foi acusado de fraude por roubar e descontar cheques de pessoas para quem trabalhava. No entanto, antes de ser preso pela polícia israelense, o Golpista conseguiu fugir pela fronteira com a Jordânia utilizando um passaporte falso e conseguiu chegar a Europa. Em Israel, ele foi condenado a 15 meses de prisão.

Durante 4 anos não houve qualquer vestígio de suas atividades, até que em 2015 ele foi capturado na Finlândia novamente pelo crime de fraude, após denúncia de 3 mulheres. Lá, ele foi condenado a 3 anos de prisão.

Em 2017, ele retornou a Israel e mudou legalmente seu nome para Simon Leviev, deixando de ser chamado de Shimon Yehuda Hayu. 

A partir daí começa a etapa da vida de Leviev narrada pelo documentário da Netflix e pela reportagem do VG. De volta ao exterior, Leviev focou em aplicar os golpes em mulheres pelo Tinder, onde supostamente pedia dinheiro para financiar sua vida luxuosa.

Apresentando-se como Simon Leviev, filho de um famoso milionário que fez fortuna com vendas de diamantes, o homem foi capaz de enrolar as três mulheres e conseguir muito dinheiro delas, é o que dizem as denúncias das vítimas. 

"O que aconteceu em seguida foi quase como entrar no filme 'O Show de Truman', onde ele mostra que tem um guarda-costas e que voa em um jato particular", explicou a diretora do documentário, Felicity Morris, ao jornal The Guardian.

Segundo os relatos, ele usa elementos de luxo para impressionar as mulheres e dar mais veracidade a sua falsidade, construindo a imagem de um fiho de um importante bilionário que precisa ser constantemente vigiado poque tem inimigos o vigiando. De acordo com o narrado pelas três mulheres, algum tempo depois de conhecê-las no Tinder e iniciar um relacionamento virtual nem sempre amoroso, o Golpista do Tinder começa a pedir dinheiro porque estaria enfrentando problemas de segurança.

As mulheres, confiando na história de Leviev, começam a emprestar somas consideráveis de dinheiro com a promessa de que ele pagaria assim que conseguisse controlar as ameaças à segurança que colocam a sua vida em risco. Com o dinheiro em sua posse, ele desaparecia deixando as mulheres com dívidas quase impagáveis ou com a poupança totalmente vazia.

Assim que a norueguesa Fjelhoy percebeu que havia caído em um golpe, decidiu levar a sua história à imprensa. 


Cecilie Fjellhøy é uma das vítimas de Leviev que aparece no documentário da Netflix. (Foto: Reprodução/BBC)


Após a publicação do artigo sobre Leviev no jornal norueguês VG, em outubro de 2019, Leviev tentou fugir para a Grécia com um passaporte falso mas foi detido quando desembarcou em Atenas. O Golpista foi capturado e extraditado para Israel, onde foi condenado a 15 meses de prisão e multado em cerca de US$ 50 mil para compensar suas vítimas. Após 5 meses de prisão, devido a políticas relacionadas à pandemia de coronavírus, ele foi solto. 

"Talvez elas não gostassem de estar em um relacionamento comigo, ou elas não gostam da maneira como eu ajo. Talvez eu tenha partido seus corações durante o processo", disse ele em entrevista ao Canal 12 de Israel. "Nunca tirei um dólar delas, essas mulheres se divertiam na minha empresa, viajavam e viam o mundo com meu dinheiro", acrescentou.

Embora esteja livre sob a justiça israelense, há processos de fraude contra ele no Reino Unido, Noruega e Holanda. 

 

Foto Destaque: Simon Leviev sendo extraditado para Israel. Reprodução/BBC.

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