Saúde

Cientistas descobrem proteína que ajuda no controle da diabetes

Pesquisa com participação da USP descobre proteína que poderá ser nova arma no controle da diabetes. Peptídeo reduz nível de açúcar aumentando a percepção da insulina.

3 min de leitura
22 Jan 2022 - 12h20 | Atualizado em 22 Jan 2022 - 12h20

Um artigo cientifico publicado no site da revista Pharmaceuticals, em dezembro do ano passado, mostra que a proteína produzida por células sanguíneas podem ser usadas no controle da diabetes diminuindo os níveis de açúcar.

A pesquisa em cooperação com Instituto de Ciências Biomédicas, a ICB, da USP descobriu que o peptídeo sintetizado Ric4 torna-se mais eficaz na redução da glicemia aumentando a sensibilidade à insulina. Simplificando, os peptídeos sintéticos como Ric4 podem atuar de forma parecida como a insulina e ser útil no tratamento de pacientes diagnosticados com pre-diabetes ou diabetes tipo 2, quando há maior dificuldade na absolvição do açúcar no organismo.

“Há alguns anos, nosso laboratório desenvolveu um teste em modelo animal que encontrou alterações em um grupo de peptídeos intracelulares (InPeps), que são pequenas proteínas produzidas no interior das células, normalmente a partir de proteínas maiores”, declarou o professor Emer Ferro, coordenador do estudo, da ICB.


Os resultados das pesquisas. (Foto: Reprodução/ Chokniti Khongchum/ Pexels)


Os testes realizados em animais tiveram resultados promissores, exibindo maior percepção a insulina, resultando na maior captação de glicose, reduzindo assim a glicemia.

Os pesquisadores reproduziram em laboratório outras estruturas com base em aminoácidos, chamados de Ric1, Ric2, Ric3 e Ric4. Estes são sínteses das proteínas produzidas pelo corpo encontrado nas regiões como: músculo gastrocnêmio (panturrilha), tecido adiposo epididimal (região do púbis) e subunidade alfa da hemoglobina.

Apesar da importante descoberta mais pesquisas devem ser feitas nas possíveis aplicações do Ric4, relata Ferro.

Nosso trabalho reforça a perspectiva que os peptídeos podem manter sua atividade farmacológica após administração oral, 'quebrando' o dogma que dentro do corpo eles são imediatamente degradados por enzimas digestivas.”

A Agência USP de Inovação (Auspin) e INOVA, Agência de Inovação da Unicamp, solicitaram o pedido de patente ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em maio de 2018, no entanto, ate o momento nenhuma empresa demonstrou interesse em licenciar a patente no desenvolvimento do fármaco alternativo a insulina.

 

Foto destaque: Teste de glicemia. Reprodução/PhotoMIX Company

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