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Burger King lança seu próprio delivery para escapar das taxas do iFood e Rappi

Para o Burger King, seguir o modelo do Bob’s é uma estratégia fundamental para elevar seu nível de relacionamento com os clientes. Entretanto, seu maior objetivo é escapar das elevadas taxas cobradas pelas empresas de delivery

3 min de leitura
07 Fev 2022 - 22h14 | Atualizado em 07 Fev 2022 - 22h14

Visando manter o atendimento aos seus clientes e ao mesmo tempo driblar os problemas causados pela pandemia, os restaurantes e empresas fornecedoras de alimentos e lanches enxergaram como alternativa as entregas de seus produtos via delivery. Antes da pandemia esse tipo de entrega não refletia de forma relevante no custo das vendas. Entretanto, durante a pandemia o fator entrega por delivery se tornou um grande diferencial para as empresas do ramo.

Essa mudança, por necessidade, revelou que mesmo após o pior cenário pandêmico, o custo por essa modalidade de entrega passou a representar cerca de 15% a 30% na participação do faturamento total dos restaurantes. Com isso, em busca de outras alternativas a solução encontrada foi desenvolver seus próprios mecanismos de entrega por delivery, visto que, utilizar os serviços disponibilizados pelas empresas iFood e Rappi, vinham causando fortes prejuízos devido as suas altas taxas.

Como exemplo, o Burger King, rede de restaurantes especializada em fast-food, não tinha como modalidade principal na entrega de seus pedidos, na época, antes pandêmica, suas vendas por delivery representavam menos que 5%. Hoje, no “novo normal”, mesmo com a flexibilização e reabertura dos restaurantes e lanchonetes, esse número passou dos 15%.


Motoboy segura bag do iFood. (Foto: Reprodução/Portal Baré)


De olho nesses números, a rede anunciou o lançamento do seu sistema de entregas por delivery. Buscando ampliar ainda mais o número de entregas e fugir das taxas impostas pelo iFood e Rappi, a BK inaugurou suas 300 lojas em janeiro deste ano, que já estão em operação com o recebimento de pedidos pela plataforma própria, e sua estimativa é alcançar, até dezembro, 700 lojas.

Segundo o presidente da BK, Ariel Grunkraut: "Criamos um hub logístico que vai nos conectar com todas as etapas do pedido e que recebe automaticamente todos os cadastros e pedidos no País".

Apesar de ser algo novo para a BK, sua concorrente Bob’s, em 2020, já havia lançado seu próprio meio de entrega independente. Para o diretor-geral, Antonio Detsi, esta ação possibilita que a empresa colete informações cruciais dos seus consumidores, o que os ajuda no desenvolvimento de estratégias comerciais, promocionais.

"Não vou encher o cliente com promoções que não servem para ele. Se eu souber que no dia 23 acabou o vale-refeição dele, por exemplo, posso mandar sugestões de sanduíches mais baratos", Disse Detsi.


Motoboy aguardando solicitação de pedidos na frente da uma loja BK. (Foto: Reprodução/Diário do Grande ABC)


Após lançar sua estratégia em 2020, o Bob’s pôde experimentar resultados bem relevantes para a companhia. A saber, na participação do delivery em seus resultados o número saltou de 7% para 22%. Em um período de incerteza econômica e crise financeira mundial, a estratégia fez a empresa experimentar um crescimento considerado fundamental para mantê-la em atuação no ramo.

Em 2020, durante a pandemia, a receita do Bob’s experimentou uma queda de 18%. Em 2021 houve uma pequena melhora no cenário e puderam perceber que o patrimônio retornou à casa dos R$ 1 bilhão. A expectativa é aumentar em 20% esse resultado ainda este ano, investindo no delivery próprio.

Apesar da busca por autonomia, a estratégia é permanecer utilizando os serviços das principais do mercado, iFood e Rappi. Por terem a expertise no ramo, acreditasse que continuar possibilitará a captação de clientes, mesmo que isso signifique ajudar no monopólio da iFood, que possui hoje uma fatia de 80% desse mercado, auxiliado pela saída da Uber Eats do cenário no Brasil.

 

(Foto Destaque: Marca Burger King ao lado de um pacote para entrega. Reprodução/Guia da Semana)

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