Incerteza e tensão marcam o relato da ex central da seleção feminina de vôlei Ana Beatriz Correia, a Bia. Ela e todo o time do Hatay, equipe da segunda divisão do campeonato turco, estavam num edifício, localizado na zona central da Turquia, que sofreu o grande abalo, registrado no país e na Síria. Os indicadores dão conta de tremores na ordem de 7,8 de magnitude. Na Escala Richter, até essa data, não há registros superiores ao grau 10. Por nota o site Fotomac registrou a saída de 14 jogadoras da zona central, para a capital Ancara. Jogadores do vôlei masculino da equipe turca buscam informações mais precisas sobre as atletas. Informações do governo turco computaram 1600 mortos, mas a estimativa é maior, por conta dos corpos ainda não encontrados, sob os escombros. As buscas são dificultadas, por conta da neve e do mau tempo. Fala-se em mais de 4000 mortos.
A situação, segundo Bia, é uma pouco mais equilibrada na capital Ancara, mas nas cidades satélites, ainda é bem grave, pela concentração dos trabalhos das autoridades no centro do país. As atletas, num primeiro momento, foram transferidas para outro prédio na região central, mas ao se detectar rachaduras em sua estrutura, decidiram pela logística, para a capital. Não foi nada fácil, segundo a atleta, com direito ao enfrentamento de uma nevasca.
Região central da Turquia a 300 quilometros da capital Ancara registra grande destruição. Fonte/Reprodução BBC
As estradas estavam cobertas de uma camada final de neve, que propicia acidentes, com os carros ficando em alguns momentos, sem controle. Bia, naquele momento, disse oscilar entre pânico e muita vontade de sair daquela situação, junto com suas companheiras de equipe. O abalo foi o maior registrado no país, desde a década de 1930, segundo autoridades geológicas norte americanas. As cidades mais afetadas foram Diayarbakir, Musson, Sanliurfa, Malatya, Adana e Gaziantep, num raio de até 400 quilômetros, da capital Ancara.
Na Sìria, pelo menos dezesseis cidades sofreram danos materiais e humanos. Idlib e pontos de Alepo, Tartus, Latakia e Hama, que são governados pelo regime de Bashar al-Assad, são os pontos mais críticos. A temperatura nessa região registra dez graus negativos. Segundo fontes, as pessoas ainda dormiam e ficaram bloqueadas sob os escombros.
Foto Destaque Bia ex central da Seleção de Vôlei conta os momentos tensos em meio aos abalos na Turquia. Fonte/Reprodução GE