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Aviação executiva diz que a vocação de Congonhas não é para jatos grandes

O transtorno causado pelo acidente no Aeroporto de Congonhas levantou o debate entre a Associação Brasileira de Empresas Aéreas e a Associação Brasileira de Aviação Geral sobre a demanda do aeroporto paulistano.

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11 Out 2022 - 10h30 | Atualizado em 11 Out 2022 - 10h30

Após o incidente envolvendo um avião de pequeno porte em Congonhas que gerou caos no aeroporto, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) se manifestou. Por volta de 13h30 do domingo (9), uma aeronave de pequeno porte derrapou na pista parando à beira de um barranco depois do pneu do trem de pouso traseiro estourar. A pista principal ficou fechada por 9 horas e cerca de 140 voos foram cancelados, 73 deles partindo de Congonhas e 67 chegando. Ninguém ficou ferido apesar dos transtornos causados.

No dia seguinte, os passageiros ainda sentiam os reflexos do acidente, com filas enormes, vôos atrasados e cancelados, o problema repercutiu em diversos aeroportos pelo Brasil. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) se manifestou defendendo a restrição da operação de aeronaves de baixa performance em Congonhas, para desafogar o tráfego aéreo congestionado e evitar o efeito cascata no atraso e cancelamento de mais voos.  Ao todo, 15 estados foram afetados por conta do acidente.


O acidente na pista principal causou transtornos no início dessa semana (Foto: Reprodução/Record TV)


Por outro lado, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) rebateu a proposta feita pela Associação Brasileira Empresas Aéreas.  Com a justificativa de que a vocação de Congonhas é justamente servir voos regionais e a aviação de negócios. A Abag defende que faz muito mais sentido deixar Congonhas para os aviões menos que tirá-los de lá. “A verdadeira vocação de Congonhas não é para grandes jatos com muitos passageiros. Há outros aeroportos no entorno de São Paulo, como Guarulhos e Viracopos, verdadeiramente vocacionados para servirem melhor às linhas aéreas e seus usuários”, diz a nota.

A Associação também acusa as grandes companhias aéreas pelas consequências caóticas do fechamento da pista. Para a Abag, os passageiros poderiam ter sido colocados em hotel ou terem seus voos realocados para Guarulhos ou Viracopos, mas acredita que houve incompetência na gestão da crise ou uma tentativa por parte das empresas em economizar recursos financeiros com translados e hospedangens.

Na nota, a entidade também lembra que existe um debate sobre o aumento do número de voos e ampliação do terminal de passageiros.  Mas o aumento expressivo da capacidade do aeroporto não é viável, por Congonhas operar basicamente com uma única pista por questões de segurança.

Foto destaque: Filas enormes foram reflexos do acidente no domingo Foto: Jairo Nascimento/CNN

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