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Asteroide é descoberto por estudante de Universidade Federal mineira em parceria com a NASA

Descoberta foi através de um programa de parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço).

3 min de leitura
17 Dez 2022 - 09h20 | Atualizado em 17 Dez 2022 - 09h20

Mariana Milena Prado de Sá, com 18 anos na época, estudante do curso de Engenharia Mecatrônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Minas Gerais, descobriu dia 26 de fevereiro deste ano um asteroide até então desconhecido pela agência espacial americana (NASA). A descoberta foi feita em, mais ou menos, duas semanas após ela entrar no programa. 



Mariana conheceu o programa 'Caça Asteroides' ainda no Ensino Médio, um ano depois de ter sido sorteada para participar do projeto AstroMinas, idealizado por mulheres do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), projeto que abriu as portas a ela. O programa é realizado por meio da Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica (IASC/Nasa) e fornece imagens captadas por um telescópio de 1,8 metros localizado no Havaí.


Telescópio localizado no Havaí e utilizado pelo programa Caça Asteróides (Foto: Reprodução/Portal comunica UFU/University of Hawai'i' News)


O fragmento espacial recebeu nome temporário é “MMS003”, mas, em homenagem à mãe, que sempre a apoiou, a jovem cientista quer que o asteroide tenha seu nome. “Se tudo der certo, quero nomear esse asteroide com o nome da minha mãe, que é Walkiria, com ‘w’ e ‘k’, bem nome de asteroide mesmo, por ela sempre apoiar meus sonhos”, relatou.

Segundo informações de um site local, de acordo com Silvana Copceski, coordenadora geral de popularização da ciência, tecnologia e inovação, do MCTI, pode levar de 6 a 8 anos para o corpo ser catalogado e nomeado.

Como reconhecimento, o Ministério da Ciência e Tecnologia concedeu à estudante uma medalha na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que aconteceu em Brasília, no dia 29 de novembro. Além da medalha, a jovem recebeu Moção de Aplausos na Câmara Municipal de Catalão (GO), sua cidade natal.


Mariana Milena, e integrantes do MCTI, recebendo medalha pelo descobrimento do asteroide, em evento nacional de Ciência e Tecnologia. (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal de Mariana)


Em toda sua trajetória de estudos Mariana sempre se interessou pelas ciências. Filha de professora, Sá cresceu junto aos livros e em especial ao microscópio, por influência de sua mãe, que é professora de biologia. “A transição do microscópio para o telescópio demorou bastante. Mesmo que, quando criança, eu ia para a escola e as aulas sobre sistema solar eram as que mais me chamavam a atenção, demorou para eu ter um impulso para começar a divulgar e engajar na ciência”, contou.

Mulheres na ciência

A trajetória das mulheres na ciência é bem pequena se comparada com o início dos estudos e descobertas realizadas ao longo dos tempos. O protagonismo da mulher ainda é singelo, mas vêm ganhando cada vez mais espaço e é através de mulheres e jovens mulheres como a Mariana que o ramo têm alcançado cada vez mais o público.

Para mim é importante falar sobre esse tópico, porque foi com o programa ”AstroMinas” da USP que eu engajei nessa área. Então eu tendo sempre incentivas as mulheres a entrar as áreas de engenharia. Na minha turma de engenhara só tem eu e mais uma mulher, então realmente falta essa representatividade, falta esse incentivo e eu tento, nas minhas mídias sociais, incentivar outras meninas a seguirem o caminho das ciências exatas”, relatou Mariana.

E a inspiração vem desde lá de trás. “Um nome que serve de inspiração para mim é Margaret Hamilton. Ela quem liderou o desenvolvimento de software da Apollo 11, que foi a primeira missão que levou o homem à lua. Então, a Margaret Hamilton une esses dois mundos que eu amo, que é a tecnologia e a astronomia, e é com isso que eu pretendo trabalhar no futuro”, continuou a jovem cientista. “Quando a astronomia chegou na minha vida eu quis juntar as duas coisas. Me encantou muito como a tecnologia pode auxiliar o ser humano a desvendar os mistérios do universo. Meu maior sonho é trabalhar no setor aeroespacial", finalizou.



Programa Caça Asteroides

O programa é livre para todas as idades e níveis escolares. Antes da pessoa começar a monitorar os asteroides ela passa por um treinamento online para aprender a utilizar o software, fazer a programação e analisar os dados encontrados. Todo o treinamento é dado por especialistas.

Mais informações no site https://cienciaemcasa.mctic.gov.br/

 

Foto destaque: Mariana Milena Prado de Sá, estudante de Engenharia Mecatrônica pela UFU e Engenheiro da Nasa em evento de ciência e tecnolocia na cidade de Belo Horizonte - MG. Reprodução/Instagram

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