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Ano histórico da Tesla atrai concorrência para setor de carros elétricos

Grandes montadoras como General Motors, Ford, Hyundai, Toyota e Volkswagem, estão atentas ao mercado e apresentam suas opções para o setor automotivo elétrico.

30 Jan 2022 - 09h42 | Atualizado em 30 Jan 2022 - 09h42
Ano histórico da Tesla atrai concorrência para setor de carros elétricos Lorena Bueri

O ano de 2021 foi o melhor na história da Tesla, empresa automotiva e de armazenamento de energia. É o que aponta seus resultados que, estimulado e aquecido pelas operações na China, vem ganhando ainda mais espaço no país. Entretanto, o setor automotivo elétrico vem crescendo de forma rápida. Grandes montadoras passaram a desenvolver e lançar projetos que, como concorrentes, demonstram querer, também, uma fatia desse mercado.

No último balanço, de 2021, divulgado pela Tesla, a companhia apresentou ganhos de US$ 2,05 por cota de ação no último trimestre do ano. Esse resultado, comparado ao ano de 2020, representa uma elevação de mais de 700% no seu valor. Se tratando de lucro líquido, a companhia norte-americana, obteve o melhor de sua história, US$ 2,32 bilhões. Por sua vez, a receita superou as expectativas ao ultrapassar os US$ 17 bilhões. Respectivamente, em 2020, o lucro da Tesla foi de US$ 5,5 bilhões, enquanto a receita, US$ 53,8 bi.

Para o CEO, Elon Musck, “2021 foi um ano revolucionário para a Tesla e para os veículos elétricos em geral. Enquanto lutamos, e todos lutaram, com os desafios da cadeia de suprimentos ao longo do ano, conseguimos aumentar nossos volumes em quase 90% ”. Continuou, “Além disso, alcançamos a maior margem operacional do setor, no último trimestre, com margem operacional superior a 14%”.


CEO da Tesla, Elon Musk, acenando. (Foto:Reprodução/ClimaInfo)


O crescimento da empresa no mercado de veículos elétricos nos últimos 10 anos se deu, principalmente, pela ausência de uma concorrência forte. Entretanto, as grandes companhias montadoras de veículos resolveram entrar na jogada. Empresas como General Motors, Ford, Hyundai, Toyota e Volkswagem, de olho nesta fatia do mercado, passaram a investir e desenvolver suas opções para o setor, elevando capacidade de produção. Bilhões estão sendo investidos para essa atualização e entrada no mercado.

Por outro lado, novas companhias estão surgindo para, também, abocanhar parte desse setor automotivo elétrico, elevando produções de veículos elétricos que possam fazer frente aos modelos oferecidos pela Tesla. Empresas novas e com potencial de crescimento, a exemplo, Rivian, Lucid e Fisker, querem apresentar modelos de custo baixo, como por exemplo, o sedã Model 3, cujo valor é de US$ 50 mil, fora imposto e taxas.

Os resultados otimistas vêm depois que a Tesla disse no início deste mês que entregou 936.172 veículos elétricos a clientes globais no ano passado, incluindo 308.600 no quarto trimestre. As vendas para clientes na China e as exportações desse mercado foram a maior fonte de crescimento da empresa com sede em Austin, Texas, no ano passado, após a abertura de sua fábrica em Xangai há cerca de dois anos. Os analistas esperam que o volume continue se expandindo ao longo de 2022 com o início da produção em sua nova fábrica em Austin e a abertura da fábrica Giga Berlin da Tesla na Alemanha, a primeira na Europa.

Para os especialistas, a expectativa ainda é de crescimento. Com as novas fábricas, em Austin, Texas, e Giga Berlim, na Alemanha, a primeira da Europa, além da fábrica de Xangai, a esperança é de maiores volumes de produção e expansão ainda este ano.

Para Musk, não haverá espaço para novidades este ano. Modelos como Cybertruck e Roadster ou Tesla Semi não serão apresentados. Elon disse, “O foco fundamental da Tesla este ano é a saída de escala. Tanto 2021 quanto neste ano, se introduzirmos novos veículos, nossa produção total de veículos diminuiria”, em virtude da escassez de insumos de tecnologia como, semicondutores e demais componentes. Um dos interesses da companhia desenvolver um veículo de custo baixo que possa atingir a margem dos US$ 25 mil. Entretanto, para Musk, “em algum momento... temos o suficiente no nosso prato agora, muito no nosso prato, na verdade”.

Apesar de tudo, não há uma meta precisa de crescimento. O cenário escasso de insumos é incerto, para a empresa, “em um horizonte de vários anos, esperamos alcançar um crescimento médio anual de 50% nas entregas de veículos”. No mercado de ações, seus papéis subiram para 2% alcançando a marca dos US$ 937,41 na Nasdaq, entretanto, até a atualização desta matéria, o papel já caiu 11%.

Uma das funções de seus veículos vem causando certa desconfiança. O sistema de piloto automático, por exemplo, vem causando acidentes. Porém, CEO preferiu não apresentar comentários. Já há revisões sendo feitas. Musk preferiu apresentar os balanços positivos e novas perspectivas para futuro, a exemplo, o desenvolvimento do robô táxis. Para ele, “há várias melhorias profundas na pilha de FSD que estão chegando nos próximos meses... Eu ficaria chocado se não conseguirmos dirigir totalmente sozinhos ainda este ano”.

 

(Foto destaque: Carros da Tesla Inc. Reprodução/TheGuardian)

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