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Advogado da vítima sexual de Robinho diz que dinheiro e indenização não eram o objetivo.

Em entrevista ao Fantástico, Giaccobo Gnocchi falou sobre o caso após seu encerramento ter ocorrido em última instância na justiça italiana. Segundo ele, justiça ser aplicada era o principal objetivo da vítima.

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24 Jan 2022 - 12h50 | Atualizado em 24 Jan 2022 - 12h50

Na quinta-feira (19) da última semana, o atleta Robson de Souza, o Robinho, foi condenado em última instância pela justiça italiana. O crime, violência sexual de grupo, aconteceu em janeiro de 2013 em uma boate em Milão. Além dele, seu amigo Ricardo Falco também foi condenado aos mesmos nove anos de prisão.

Em reportagem, a equipe do Fantástico procurou o advogado Giaccobo Gnocchi, que representou a vítima no caso. Ele aceitou conceder uma entrevista.

A vítima, uma italiana de origem albanesa, preferiu resguardar sua identidade para conseguir seguir sua vida de forma tranquila, na época do crime ela tinha 23 anos de idade.

"Depois que ouvimos a decisão, não fez nenhuma declaração. Obviamente estava emocionada, pois se tratava da última fase de um processo no qual ela foi a vítima, ela quer seguir adiante com sua vida, tranquila.”

A vítima sofreu a violência sexual na boate onde comemorava seu aniversário. Robinho e Falco tiveram conversas interceptadas onde assumiam estarem no local do crime, entretanto, desdenhavam do estado da vítima e Robinho dizia acreditar que seria inocentado. Porém, além das gravações, a perícia também encontrou o sêmen de Falco em uma roupa que a mulher utilizava no dia.

 “Nunca foi uma questão de indenização, de dinheiro, mas sim de ver a lei aplicada por causa da violência sofrida", afirmou o advogado.


Robinho em treino pelo Santos. (Foto: Reprodução/Ivan Storti/Santos)


O advogado, na entrevista, ainda incentivou as mulheres para que denunciem os casos de assédio e estupro. Ele entende as dificuldades que existem mas ressaltou que o silêncio pode ser ainda pior.

"A mensagem é sempre denunciar. Apesar das dificuldades de cada país e das diferentes situações, a lei existe. O silêncio não ajuda ninguém. As denúncias e os processos podem ter êxito ou não, mas no silêncio a violência fica escondida.”

Como o Brasil não extradita brasileiros natos, previsto em Constituição, Robinho e Falco só cumpririam a pena em caso de acordo da justiça italiana com a brasileira, dessa forma, o ocorrido agora está em campo diplomático.

 

Foto destaque: Robinho em jogo pela seleção brasileira. Reprodução/Claudio Pozo

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