Saúde

80% dos casos de Covid-19 em São Paulo são da Ômicron

Capital paulista tem Ômicron como predominante e prefeitura intensifica testes de covid-19. De 105 amostras estudadas pelo Butantan, 85 foram positivas para a variante e 20 para a Delta.

3 min de leitura
12 Jan 2022 - 16h45 | Atualizado em 12 Jan 2022 - 16h45

Divulgados pelo Instituto Butantan, 80,9% dos diagnósticos de covid-19 em São Paulo são causados pela variante Ômicron. No caso, das 105 amostras estudadas pelo Instituto, 20 (19,4%) foram positivas para a variante Delta, enquanto que 85 (80,95%) deram para a Ômicron.

De acordo com informações da prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vem intensificando suas ações de monitoramento e disponibilizando aos cidadãos, com sintomas gripais, testes rápidos de covid-19.


Variante Ômicron assusta os pesquisadores por causa de suas diversas mutações. (Reprodução/Pixabay)


A secretaria informa que os indivíduos continuem a seguir todas as medidas de etiqueta respiratória, como o uso das máscaras e o álcool em gel, cobrir sempre a boca eo nariz ao espirrar ou tossir e, claro, lavar as mãos com frequência, especialmente após ter contato com secreções respiratórias.

Com o surgimento da variante Ômicron em novembro de 2021, pesquisadores teorizaram a respeito do assunto e acreditaram que a mesma surgiu devido a baixa vacinação no continente africano, cerca de 7,5% da população tomou pelo menos uma dose e 3,8% com a imunização completa, e assim criado um cenário propício para que o coronavírus sofresse mutação.

De acordo com o estudo do sequenciamento genético, a Ômicron não se desenvolveu a partir de nenhuma outra variante, pois não apresenta mutações similares com a Alfa, Beta, Gama ou a Delta.


Países aumentam restrições para evitar disseminação da variante Ômicron. (Reprodução/Getty Images)


Na época, Andrew Rambaut, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acreditava que a hipótese mais provável era que um paciente imunossuprimido tenha hospedado o vírus no corpo por vários meses. Durante esse período, a variante teria adquirido as mutações de uma única vez, enquanto replicava-se no indivíduo.

Pessoas portadoras do vírus HIV são imunossuprimidas, essa doença, no caso, é de alta prevalência na África, o que que proporciona a situação ideal para o surgimento da Ômicron.

Porém, a hipótese de Rambaut não era unanimidade e outros especialistas relembram que o Sars-CoV-2 tem um funcionamento que surpreende os cientistas com relação a sua capacidade evolutiva.

Dessa forma, outra teoria foi criada apontando para o coronavírus ter infectado um animal, se desenvolvido em seu interior e retornado a contaminar humanos. Não trata-se da possibilidade mais provável mas não é descartável ainda.

Foto Destaque: Organização Mundial de Saúde (OMS) recebeu o alerta sobre a variante Ômicron em 24 de novembro de 2021. Reprodução/Metrópoles.

LEIA MAIS

Deixe um comentário