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Beauty tech, interatividade e diversidade: ações da L’Oréal para ser o futuro da beleza

L'Oréal quer deixar de ser considerada empresa de cosméticos e se tornar uma beauty tech, ao investir em aceleramento de sua produção e se associar a ferramentas de interatividade e realidade aumentada.

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17 Set 2021 - 18h59 | Atulizado em 17 Set 2021 - 18h59

L’Oréal, empresa francesa de cosméticos, quer se tornar a primeira beauty tech do mundo, ao investir não só em beleza, mas em serviços e tecnologia que aceleram a sua produtividade e tomada de decisões, e melhoram seus produtos.

Há alguns anos, a questão da compatibilidade de seus produtos com o tom de pele das clientes foi levantada, e logo se descobriu que era necessário sair do laboratório e fazer uma pesquisa de campo. “Coletamos medições de tons de pele de 57 países de origens diferentes”, disse a cientista Belinda Addis. De volta ao laboratório, foi descoberto que dentre as cores que compunham os tons de pele, havia o azul ultramar, corante raramente usado, e assim se iniciou a caminhada que Belinda chama de interminável: “A cada bebê, nasce um novo tom de pele. E assim sabemos que nosso trabalho nunca termina”.

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Além de investir em ciência e pesquisa de campo para atender melhor o seu público e, claro, aumentar a venda e a confiabilidade da marca, L’Oréal abraçou a interatividade. Observando o mercado, cada vez mais digital, adquiriu em 2018 o Virtual Try-on da Modiface, startup de realidade aumentada (AR), que serve para experimentar maquiagens e colorações capilares. Apesar de não ser perfeita, a ferramenta consegue passar uma ideia do que a pessoa pode esperar como resultado do uso de cada produto, o que já é um avanço para auxiliar as compras online. Pode-se usar uma foto ou liberar o uso da câmera de vídeo do computador, o que melhora a experiência.

Parceira de empresas como Carbios, a também francesa de biotecnologia, Replika, a norte-americana de social commerce, e Slick, a britânica de gestão de dados, a gigante dos cosméticos anunciou em seu relatório anual que “Beauty tech é a beleza aumentada pela tecnologia”. Quer oferecer “experiências de consumo insuperáveis” enquanto incentiva o potencial de funcionários e investe na diversidade, entendendo que assim será mais fácil alcançar o público, que possui, segundo resultado de suas pesquisas, 66 tons diferentes de pele e oito tipos de cabelo.


L'Oreal estuda os diferentes tons de pele (Foto: Reprodução/L'Oréal)


“Vamos inventar a beleza do futuro enquanto nos tornamos a empresa do futuro”, concluiu a empresa que criou uma rede internacional de equipes tecnológicas e parceiros com centros em Paris e Xangai.

L’Oréal não quer apenas utilizar frases de efeito, mas revolucionar o mercado e se tornar sua principal referência.

 

(Foto destaque: Skin Genius é mais uma ferramenta de interatividade  - Reprodução/L'Oréal)

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