Nesta sexta-feira (30), cientistas identificaram uma nova variante do vírus oropouche (OROV), responsável pela febre oropouche na região norte do Brasil. No novo estudo foi descoberto novas mutações da variante.
Esse vírus teve seus primeiros casos registrados na região norte e se espalhou posteriormente em alguns estados como Bahia, Espirito Santo e Santa Catarina. Em meio aos estudos que foram feitos, foi descoberto novas mutações.
Especialista explica sobre a febre e sintomas do novo vírus (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
Novo estudo
O novo estudo publicado na revista científica The Lancet por pesquisadores do grupo Fleury e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), confirmou a existência de duas novas mutações da variante nos mesmos estados. Algumas alterações no genoma desse vírus podem ter ocasionado ou dado alguma contribuição para que ele propagasse por todo o país, com os primeiros casos que aconteceram que levaram algumas pessoas a óbito.
Esse ano foram registrados mais de 7.800 casos da febre oropouche em 27 estados, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. Em comparação com o ano de 2023, foram registrados 831 casos dessa doença em todos os estados do norte do país (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima).
Sobre o estudo
Sobre essa nova descoberta feita por meio de um estudo, as informações fizeram um complemento daquilo que a Fiocruz fez sobre o genoma que gerou um surto de febre oropouche no norte do país em 2022. O que foi mencionado pela Fiocruz como justificativa do aumento nos números de casos, foi devido a uma nova linhagem que surgiu do OROV no Amazonas, entre os anos de 2010 e 2014 e que de forma bem silenciosa, foi se espalhando na última década.
Mutações
As alterações que ocorreram nas mutações do microrganismo, foram datadas entre 2023 e 2024, depois do surto deste vírus. As mutações podem ter sido ocasionadas pela disseminação desenfreada do vírus, ocasionando mudanças no genoma da bactéria.
Segundo os estudos, essas mudanças acabaram atingindo o DNA do vírus, e com essa alteração, gerou-se mutações desse patógeno e tem algumas evidências que apontam que o oropuche pode ter se modificado com outro organismo de sua família: o vírus Iquito e o PEDV, que circulam na Amazônia e têm potencial para infectar seres humanos.
Foto destaque: foto de mosquito em contato com pele humana (Reprodução/Bernard Lynch/Getty Images Embed)