O mercado da moda no Brasil estava otimista até novembro do ano passado. Os indicadores de mortes e internações sugeriram que a população brasileira já havia atravessado o pior da pandemia de Covid-19. Entretanto, na mesma época, regiões da África, Europa, Ásia e América do Norte se viram diante da nova variante ômicron, o que levou ao aumento do número de infecções. Neste cenário, como fica o nosso mercado da moda?
João Pimenta na SPFW N52 (Foto: Reprodução/Caio Brito)
SPFW
Em março de 2020, a São Paulo Fashion Week deu um exemplo ao se antecipar às restrições impostas pelas autoridades e cancelou a edição 49 do evento. O retorno da semana de moda se deu somente em novembro daquele ano e em junho de 2021, com desfiles virtuais.
Em novembro de 2021, a SPFW inovou ao realizar a edição 52 em formato híbrido, com desfiles presenciais e digitais. Porém, agora Paulo Borges, criador e fundador da São Paulo Fashion Week avalia que a próxima edição do evento deve retornar a versão 100% online. De acordo com Borges, com a nova onda de contaminação da Covid-19 que o país enfrenta neste primeiro semestre de 2022, não existe a menor possibilidade de que a próxima temporada de desfiles seja presencial. Porém, Paulo afirma que os organizadores do evento estão acompanhando os fatos e que, caso o cenário mude, novas possibilidades serão estudadas.
Comércio
O aumento das infecções por Covid-19 provocadas pela ômicron pressionou o comércio, com funcionários se afastando de suas funções ao serem contagiados pela doença. Além disso, a Associação de Lojistas Satélites anunciou que pode vir a solicitar que os shoppings reduzam o horário de funcionamento. Contudo, Nicole Silbert, que é especialista em tendências da WGSN, afirma que as projeções para o mercado são positivas. “A indústria da moda, quando focamos nos segmentos de vestuário e calçados, voltará a crescer em 2022, e nos próximos anos, 5.5% em média anualmente, segundo dados do Euromonitor”, contou Silbert.
Marketing digital
As previsões de crescimento para este ano levaram as marcas a aumentarem seus investimentos no marketing digital. Na opinião de Dani Amaral, Head de Marketing da Lenny, em uma empresa o marketing deve ser visto como um investimento ao invés de um custo. Dessa forma, a marca aumentará a verba de marketing em 15% em relação a 2021. A Lenny ainda programa um incremento de 10% em mídias digitais.
Foto destaque: LED apresenta coleção no SPFW N52. Reprodução/ LED