Vampeta apoia críticas de Memphis Depay ao gramado sintético
Mais atletas apoiam críticas ao gramado sintético do Athletico Paranaense; após vitória do Corinthians, debate sobre a defesa da grama natural se intensifica

A discussão sobre o uso de gramado sintético no futebol brasileiro ganhou novo fôlego após o atacante Memphis Depay, do Corinthians, criticar a tecnologia em postagem nas redes sociais. O comentário veio após a vitória do Timão por 1 a 0 contra o Athletico-PR, na Arena da Baixada, pela Copa do Brasil, em 27 de agosto. O estádio paranaense utiliza gramado sintético, alvo de reclamações do jogador holandês, que pediu sua extinção no futebol nacional.
Críticas recorrentes
Não é a primeira vez que Memphis se posiciona contra o gramado sintético. Outros atletas, como Neymar (Santos), Lucas (São Paulo) e Thiago Silva (Fluminense), também lideraram críticas no início da temporada de 2025, exigindo o retorno da grama natural. Esses jogadores argumentam que o sintético impacta negativamente o desempenho e aumenta o risco de lesões, prejudicando a qualidade do jogo.
Depay em ação pelo Corinthians (Foto: reprodução/Rodrigo Coca/Corinthians)
Na quinta-feira (28), o ex-jogador Vampeta saiu em defesa de Memphis durante o programa “Bate-Pronto”, da Jovem Pan. Ele questionou a adequação do gramado sintético para o futebol profissional, destacando que clubes da Série A deveriam ter condições de manter gramados naturais. “Quem joga é o atleta, eles devem decidir. Não é diretor ou empresa de grama sintética que sabe o melhor”, afirmou Vampeta.
Opiniões contrárias
Ele também apontou que a seleção brasileira evita estádios com esse tipo de campo em jogos oficiais, como nas Eliminatórias, reforçando sua preferência pela grama natural. A polêmica reacende o debate sobre a infraestrutura dos estádios brasileiros.
Gramado sintético Ligga Arena, do Athletico (Foto: reprodução/José Tramontin/Athletico Paranaense)
Vampeta criticou a justificativa de que gramados sintéticos são necessários para eventos além do futebol, como shows, e defendeu que a opinião dos jogadores deve prevalecer. A pressão de atletas e ex-jogadores pode influenciar mudanças nos padrões dos campos no Brasil.