Nesta quarta (2), um homem chamado Michael Joseph Branham foi preso em Nova Iorque, por ameaçar explodir o estúdio do talk show humorístico, Saturday Night Live (SNL), especificamente por ser o local de trabalho do humorista e roteirista Colin Jost, marido de Scarlett Johansson, por quem Branham é obcecado, chegando a tatuar o nome da atriz no peito.
De acordo com a publicação do New York Post, o suspeito, de 48 anos, teria enviado essas ameaças diretamente a Jost, que é coapresentador, ao lado de Michael Che, do quadro Weekend Update, que faz um giro de notícias da semana de forma humorística com bastante humor ácido. As mensagens foram enviadas por meio de uma plataforma da universidade online na qual Branham frequenta.
Michael Joseph Branham e sua tatuagem em homenagem a atriz (Fotos: reprodução/Facebook/Michael Joseph Branham)
Em uma das mensagens enviadas a Colin, o homem disse: “Da próxima vez que você ouvir falar de mim, estarei na CNN por explodir uma bomba na audiência do Saturday Night Live”. As ameaças foram descobertas por um investigador de segurança da NBC Universal e da 30 Rock, prédio onde o famoso comedy show é filmado. O segurança apresentou a denúncia na delegacia de Midtown North na terça feira (1º), de acordo com fontes da polícia de Nova Iorque.
Colin Jost em seu quadro Weekend Update contando uma piada sobre sua esposa (Foto: reprodução/Youtube/Saturday Night Live)
Audiência de acusação
Branham, que possui quatro mandados de prisão pendentes no estado de Kentucky, foi preso pela ameaça, que segundo os promotores foi motivada por uma “obsessão pessoal” com a estrela de filmes como The Phoenician Scheme e Os Vingadores. A audiência ocorreu na noite de quinta-feira (3), no tribunal criminal de Manhattan, além da ameaça de dano em massa, Joseph foi formalmente acusado de falsa denúncia de um incidente e foi preso sob pagamento de fiança de US$ 100 mil (cerca de R$500 mil) em dinheiro, ou US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,5 milhões) em título de garantia.
Michael Joseph Branham na sua audiência por suposta ameaça (Foto: reprodução/William C Lopez/New York Post)
A defesa de Michael Joseph Branham, representada pela defensora pública Jamie Niskanen-Singer, pediu uma fiança menor, alegando que o stalker não possui histórico de uso de armas e que foi enganado anteriormente por perfis fakes que se passavam por Scarlett, e que os supostos golpistas estariam por trás dessas ameaças ao SNL. “Ele cedeu muitas informações. Ele pode ter sido hackeado, meritíssimo”, disse Niskanen-Singer, apontando que a única evidência que indica o crime de Joseph Branham seria uma mensagem de texto que, segundo ela, pode ter sido facilmente armada contra o seu cliente.
A juíza do caso, Janet McDonnell não deu razão para a defensora, “Vamos lembrar por que estamos aqui. Estamos aqui porque ele ameaçou bombardear o ‘Saturday Night Live’, que é um crime violento passível de fiança elevada”, disse a juíza. McDonnel ainda emitiu ordens de restrição para proteger tanto Jost quanto Johansson, o que, segundo Niskanen-Singer, era desnecessário, “Scarlett Johansson não é vítima ou testemunha deste crime. Ela não viu, não ouviu, não denunciou”.
Histórico de perseguição
E essa não foi a primeira vez que a atriz teve que recorrer a uma ordem de restrição contra o mesmo sujeito. Em 2023 ela tentou obter uma alegando que o homem afirmava ser o pai de um de seus filhos e a assediava com frequência, tendo sido visto diversas vezes na frente da casa de Johansson, mas o pedido foi arquivado por um tribunal da Califórnia em abril de 2024 porque o advogado da atriz não conseguiu notificar formalmente Branham, conforme foi revelado pelo portal The Blast.
Foto destaque: Scarlett Johansson e Colin Jost no tapete vermelho do Emmy 2018 (Reprodução/Bauer-Griffin/Axelle/Getty Images)