A empresa de cibersegurança Wiz recebeu uma proposta nesta terça-feira (18) de U$ 32 bilhões, ofertada pela Alphabet, que demonstra intenções de comprar a empresa há mais de um ano. A nova rodada de negociações podem ter sido impulsionadas pelas baixas nos protocolos das leis antitrustes, anteriormente assinadas pelo presidente Joe Biden.
Por enquanto, os termos do contrato passarão por ajustes e serão regulamentados antes de ser aprovados e concluídos. Os resultados dos processos judiciais da Alphabet, que está sendo investigada sobre a sua dominância no mercado, também podem afetar a oficialização da compra.
Império da segurança online
A Wiz é uma empresa israelense especializada na segurança online dos sistemas de grandes empresas, utilizando tecnologia de computação em nuvem e inteligência artificial. A empresa possui escritórios e laboratórios em diversos países, contando com mais de 900 funcionários. Em maio de 2024, a organização foi avaliada em R$ 12 bilhões, o que incluiu as posses das marcas Sequoia Capital, Index Ventures, Insight Partners e Cyberstarts, um grande feito para uma empresa que está há apenas cinco anos no mercado.
Wiz se destaca como uma das maiores especialistas em segurança online (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)
No ano passado, a Alphabet, empresa conhecida por seu grande arsenal de bigtechs, incluindo o Google, realizou uma proposta no valor de U$ 23 bilhões, que precisou ser abandonada por conta dos obstáculos infringidos pelas leis antitruste dos Estados Unidos e divergências no contrato.
Benefícios para a Alphabet
Caso a empresa obtenha sucesso na compra da Wiz, sua maior aquisição até o momento, a Alphabet entrará oficialmente como uma concorrente de peso no mercado da segurança online, um nicho emergente e cada vez mais valorizado, além de agregar novas tecnologias aos seus outros ativos.
“Os produtos da Wiz continuarão disponíveis para todas as principais nuvens, e serão oferecidos aos clientes por meio de uma variedade de soluções de parceiros de segurança”, afirmaram as empresas em seus comunicados oficiais.
Além dos benefícios para a própria Alphabet, especialistas apontam que o acordo pode ajudar a impulsionar a bolsa de valores de Wall Street, que vem sofrendo instabilidades. É esperado que a compra seja finalizada até 2026, com a tecnologia adquirida sendo integrada ao Google Cloud.
Foto destaque: Google, um dos principais ativos da Alphabet (Reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)