Mundo Animal

Serra no Ceará é repovoada com ave que quase entrou em extinção

Espécie brasileira e exclusiva do nordeste, o periquito-cara-suja estava na lista de animais criticamente em perigo, um grau abaixo do risco de extinção. Um projeto de preservação no Ceará conseguiu rever a situação

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28 Mar 2023 - 13h28 | Atualizado em 28 Mar 2023 - 13h28
Serra no Ceará é repovoada com ave que quase entrou em extinção  Lorena Bueri

Há alguns anos, o animal raramente era visto. Um ou outro também era encontrado em gaiolas. Aos poucos, a população foi conscientizada a não prender o animal e deixá-lo viver e procriar na natureza.

“Era normal todo mundo criar, era normal. Era a cultura, né. Era uma diversão. Vinham uns atravessadores, né. Aí eles pegavam e vendiam pra levar para as feiras. Hoje, é muito difícil, aprendemos a não prender mais ,né. Criar solto, que tem mais valor solto do que preso, né”, contou o caseiro Francisco José Batista.


Caixas simuladoras de ninho para Peirquito-cara-suja - Foto: Divulgação Projeto Periquito Cara-suja


Há 13 anos a ONG Aquasis, que protege espécies ameaçadas, começou a implementar estratégias para impedir que o periquito entrasse em extinção. Entre elas, estão caixas simuladoras de ninho, que são colocadas perto de moradores comprometidos com o projeto. De madrugada, enquanto os pássaros dormem nas caixas, eles são transportados de carro até outra Serra para o repovoamento.  

Se outrora a captura ameaçava esses animais de extinção, acontecendo em momentos de maior vulnerabilidade, como a  época de reprodução - que também é primordial na sobrevivência da espécie -  agora esses animais são estrategicamente acolhidos pelos moradores: 

“Para mitigar essas ameaças principais, criamos uma rede de colaboradores locais que abraçaram essa causa, não só permitindo a colocação dos ninhos artificiais nas suas propriedades como também ajudando a evitar a captura dos indivíduos” explicou Fábio Nunes, biólogo da Aquasis e coordenador do projeto Periquito Cara-suja

“As aves que chegam da Serra de Baturité nas caixas-ninho são colocadas num recinto grande, fechado, pra irem se adaptando aos poucos ao novo ambiente. Em, no máximo, três meses, são soltas pra se alimentarem por conta própria e também se reproduzirem, repovoando a floresta da Serra da Aratanha"


Filhote de Periquito-cara-suja -  Foto: Divulgação Projeto Periquito Cara-suja


32 aves já foram levadas para a Serra da Aratanha, trazidas da Serra de Baturité, e todas já tiveram filhotes. O êxito do projeto é celebrado pelos moradores, que percebem sua responsabilidade na conservação local

"Poder participar disso e saber que você vai deixar uma marca positiva para as próximas gerações é uma emoção que transborda, forte demais. Então, a nossa garantia são a fauna e a flora nativa vivíssimas para sempre, né?”, relatou o ambientalista  e morador da região, Israel Cavalcante Mendes

Foto destaque: Periquito-cara-suja já esteve criticamente em perigo, pior do que ameaça de entinção Foto: Divulgação Projeto Periquito Cara-suja

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