Saúde

Ministério da Saúde alerta para riscos de leptospirose após chuvas no Rio Grande do Sul

A orientação recomenda que casos de leptospirose causados pelas chuvas no RS devem receber tratamento imediato, sem precisar fazer exames laboratoriais

12 Mai 2024 - 10h23 | Atualizado em 12 Mai 2024 - 10h23
Ministério da Saúde alerta para riscos de leptospirose após chuvas no Rio Grande do Sul Lorena Bueri

Neste sábado (11), o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica sobre o uso de profilaxia sem a necessidade da confirmação laboratorial em casos da doença de leptospirose, os casos, tem aumentado devido às condições precárias de infraestrutura e calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul, desde o fim de abril. A doença está diretamente relacionada às enchentes e à infestação de roedores infectados. Em um dos trechos da nota, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) disse: “Em cenários de desastres climáticos, como inundações, a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente podem facilitar a ocorrência de surtos da doença”.

E alertou também aos profissionais de saúde e à população sobre um olhar mais atento nos sinais e sintomas da doença e um diagnóstico diferencial para doenças respiratórias, diarreias agudas, infecções do trato urinário, sepse e hepatite A.

Sintomas

O SUS tentará tratar a doença na fase inicial, a recomendação é que os pacientes que apresentam febre e dores, principalmente na região lombar e panturrilha, que tiveram contato com água ou lama das inundações dentro do período de até 30 dias, recebam quanto antes o tratamento com quimioprofilaxia. Ressaltou onde procurar assistência médica. “É importante considerar que casos podem ser atendidos em municípios que não sofreram com as chuvas, já que muitas famílias se abrigaram em casas de familiares ou amigos em municípios vizinhos. Portanto, todos os agentes públicos devem estar sensíveis e buscar informações da origem do local de residência do paciente”.


 

Cidadãos em contato direto nas águas (Foto:Reprodução/Infomoney/Reuters/Diego Vara)


Doença

Leptospirose é uma doença infecciosa contraída pela exposição direta ou indireta de urina de animais infectados pela bactéria Leptospira, exclusivamente por ratos.

A bactéria começa com lesões na pele, por mucosas, tendo muito tempo de contato com água, solo ou alimentos contaminados.

Os maiores sintomas são febres altas, dor de cabeça, sangramento, dor muscular, calafrios, olhos vermelhos e vômitos. Se não tratada, pode levar à morte.

O intervalo de tempo entre a transmissão e o início dos sintomas leva em média 30 dias, mas ocorre normalmente entre 7 a 14 dias após a exposição.

A doença alta tem ocorrência em várias áreas do país e o risco de letalidade pode chegar a 40% em casos mais graves. 

Tratamento

Quimioprofilaxia é o uso de substâncias para impedir o desenvolvimento da doença.

Segundo a nota técnica do Ministério da Saúde, o tratamento não é recomendado como medida de prevenção em saúde pública. “Em casos de exposição populacional em massa, por ocasião de desastres climáticos com enchentes”.

O uso da quimioprofilaxia só será possível para pessoas que atuam nas operações de resgate do RS, ainda com a nota, pode ser considerado por estar em constante exposição e grande risco de infecção. Somente “neste caso, o método poderá ser adotado conforme decisão e fluxos definidos na gestão do nível local, a depender da disponibilidade de medicamentos".

Foto Destaque: Cidade do Rio Grande do Sul (Reprodução/agênciabrasil/Amanda Perobelli)

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