Na última terça-feira (21), o Brasil enfrentou a Argentina pela sexta rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Na partida que aconteceu no estádio do Maracanã, torcedores argentinos brigaram com policiais militares brasileiros.
Processo de investigação
Após o desentendimento, o Comitê de Disciplina da Fifa abriu um processo de investigação para entender os atos de violência que aconteceram antes do início da partida no setor Sul do Maracanã, atrás de um dos gols.
Uma briga entre torcedores argentinos e os policiais militares atrasou o começo do jogo por quase 30 minutos. Por conta disso, a organização internacional abriu um processo contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em que cita que os atos cometidos pelos policiais se enquadram enquadrada no artigo 17 do Código Disciplinar da FIFA (ordem e segurança nas partidas).
Já do lado argentino, a Fifa investiga a a Associação de Futebol da Argentina (AFA) e abre um processo contra as ações dos argentinos que se enquadram no artigo 14.5 (atraso no início do jogo) e no artigo 17.2 (perturbação de torcida).
Gabriel Jesus, com a camisa do Brasil, contra o jogador da Argentina, no Maracanã. (Foto: reprodução/Notícias da TV/UOL)
Possíveis penas as federações
O processo não tem um prazo para definição e não existem punições específicas para cada infração do artigo de acordo com Código Disciplinar da Fifa. Porém, o Comitê pode decidir uma série de penas a serem aplicadas para a CBF e a AFA.
Estas penas podem ser aplicadas como multar, a disputa de um ou mais jogos sem a participação do público - ou a limitação dele, a proibição de jogos marcados em um estádio específico, a obrigatoriedade de atuar em um campo neutro, uma subtração dos pontos de uma equipe ou uma eventual expulsão desta.
Foto destaque: confusão entre torcedores argentinos e policiais militares brasileiros na partida entre Brasil e Argentina, no Maracanã. Reprodução/Eduardo Anizelli/Folhapress