Nesta quarta-feira (03), a Anvisa (Agência Nacional de vigilância Sanitária), publicou uma resolução que visa impedir a fabricação e manutenção das câmaras de bronzeamento artificial que são usadas para fins estéticos em todo território nacional.
A RDC nº 56 de 09 de novembro de 2009, proibiu a utilização deste material para estes fins desde então, porém ainda seguem sendo utilizadas de forma irregular em todo território nacional. Segundo a IARC (International Agency for Research on Cancer), o uso de câmaras de bronzeamento artificial estão associados ao risco aumentado de desenvolvimento de câncer.
O perigo das câmaras artificiais
As lâmpadas utilizadas emitem raios ultravioletas que penetram na pele causando danos ao DNA que só poderão ser percebidos muitos anos após a exposição. Estudos publicados e revisados em revistas médicas apontam que houve um aumento de 75% de câncer de pele em pacientes que utilizaram este tipo de equipamento antes dos 35 anos de idade.
O que dizem os especialistas
Segundo a dermatologista Viviane Scarpa da Costa Neves Nogueira, “Melanoma é o câncer de pele mais agressivo e que pode levar a morte, mas estes estudos também mostraram um aumento de 58% no desenvolvimento de câncer de células escamosas e 24% no aparecimento do carcinoma basocelular.” Nogueira ressalta que é possível buscar um bronzeado de forma segura utilizando autobronzeadores ou bronzeadores a jato.
Anvisa proíbe lâmpadas para câmaras de bronzeamento artificial
— VEJA (@VEJA) April 3, 2025
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Mulher em câmara de bronzeamento (Foto: reprodução/X/@veja)
Os perigos não se restringem apenas ao câncer, há outros riscos associados ao uso indiscriminado de luzes artificiais para o bronzeamento. Dentre eles, a ANVISA destacou alguns: envelhecimento precoce, cicatrizes, rugas, lesões oculares, catarata precoce, queimaduras, perda da elasticidade cutânea, inflamação da córnea e da íris, etc.
Assembleias apoiam o bronzeamento artificial
Assembleias Legislativas estaduais e municipais estão movendo ações pontuais para aprovar de forma irregular o uso das câmaras de bronzeamento artificial. Em fevereiro desde ano, o Prefeito de João Pessoa (PB), Cícero Lucena, sancionou uma lei permitindo que estabelecimentos de bronzeamento artificial tenham liberdade para funcionar desde que disponham de algum alvará sanitário. A ANVISA afirma que este tipo de lei desrespeita as normas federais e que providenciará medidas legais para resguardar a saúde da população.
Foto Destaque: Câmara de bronzeamento artificial (Reprodução/Emily beauty/Pinterest)