Eleições: veja a estratégia de Lula para ampliar seu eleitorado

Parcela significativa de eleitores é composta por mulheres de baixa renda e muitas delas não estão com o voto definido. Esse é o alvo da campanha petista.

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13 set, 2022

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à presidência, não está poupando esforços para usar novamente a faixa de chefe do poder executivo no Brasil. Para angariar mais votos, sua mira está voltada para um público bem específico: mulheres das classes C, D e E, cuja importância é crucial, representando um quinto do eleitorado.

As propostas para seu público alvo nesta estratégia estão bem definidas. Dentre elas, a criação do Ministério das Mulheres, para criação de políticas públicas voltadas para esta parcela significativa da população. A estratégia inclui a promessa de mais vagas em creches públicas, continuidade de obras estagnadas de escolas pelo país, além de R$ 150,00 por filho de até seis anos de idade às beneficiárias de programas sociais em vigência.


Lula, candidato a presidencia da República (Reprodução: Instagram/Ricardo Stuckert)


De acordo com o relatório da organização da sociedade civil Transparência Brasil, 2530 obras na área da Educação que são fomentadas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ainda não foram concluídas e mais de 70% destas obras não estão em andamento.

Com base nesse dado, Lula afirma que caso se torne presidente novamente, vai consultar prefeitos e governadores para indicarem as obras em seus estados que tenham maior prioridade para conclusão, com ênfase nas áreas de saúde e educação, para aplicação dos recursos federais. No âmbito educacional, a proposta é de verbas federais para criação de vagas, gastos escolares em geral e merenda, através da criação de metas educacionais que os municípios possam atingir.

A campanha petista também está priorizando um segmento especifico dentro do núcleo de eleitoras: as mulheres evangélicas, que representam, de forma estimada, de 40% a 60% do nicho de eleitoras de baixa renda. O PT entende que o argumento econômico se sobrepõe ao religioso, cujo apelo está na campanha de seu principal concorrente, Jair Bolsonaro.

 

Foto destaque: Lula Reprodução: Instagram.

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