“Gladiador II” decepciona, mas Ridley Scott promete revanche com o terceiro filme
Continuação do filme dos anos 2000 não repetiu o sucesso do original, mas diretor segue firme e já prepara o terceiro capítulo da saga

Mesmo com um orçamento de US$ 55 milhões e uma bilheteria robusta de US$ 462 milhões, “Gladiador II” não conseguiu entregar o impacto que Ridley Scott sonhava. Mas, se tem uma coisa que o cineasta prova desde 2000, é que desistir não faz parte do seu vocabulário.
Em entrevista ao The Guardian, Scott revelou que já trabalha nos primeiros rascunhos de um terceiro filme da franquia. Detalhes da trama ainda estão guardados a sete chaves, mas o movimento indica que o diretor pretende manter vivo o universo que consagrou sua carreira e que redefiniu o gênero épico para uma geração inteira.
O desafio de superar o próprio legado
Duas décadas depois de ter feito história, Scott encarou uma missão quase impossível: criar uma sequência capaz de carregar o peso de um filme que conquistou cinco Oscars, incluindo “Melhor Filme” e “Melhor Ator” para Russell Crowe.
Com roteiro de Peter Craig (Top Gun: Maverick) e um elenco estelar, a promessa era de um retorno triunfal. Mas a realidade se mostrou mais complexa: “Gladiador II” divide opiniões e expõe o dilema de continuar uma história que parecia ter terminado de forma perfeita.
Trailer de "Gladiador II" (Vídeo: reprodução/Youtube/Paramount Brasil)
Elenco estelar, público dividido
Paul Mescal, Denzel Washington e Pedro Pascal lideram o novo capítulo, enquanto Connie Nielsen retoma seu papel como Lucilla. O time de peso, porém, não impediu a avalanche de críticas vindas dos fãs do longa original.
No X (antigo Twitter), muitos reclamaram do tom da sequência e até pediram que Scott abandone os planos para o terceiro filme.
“Por favor, pare, Ridley. Ninguém pediu isso. ‘Gladiador II’ foi bem ruim, só valeu a pena assistir por causa do Denzel Washington”, disse um usuário.
“Depois de assistir ‘Gladiador II’, posso falar com certeza que isso foi desnecessário”, comentou outro.
Um terceiro resumiu o sentimento de muitos: “Não deveriam nem ter feito o segundo.”
A crítica especializada, por outro lado, avaliou o longa de forma positiva, o que criou um cenário curioso: enquanto o primeiro “Gladiador” dominou o Oscar, a continuação ficou de fora das principais categorias, reforçando o peso da comparação com o original.
Premiere de "Gladiador II" - Michael Pruss, Fred Hechinger, Connie Nielsen, Paul Mescal, Ridley Scott and Denzel Washington (Foto: reprodução/Phillip Faraone/Getty Images Embed)
Do épico ao inevitável: por que o primeiro ainda é intocável
Lançado em 2000, o filme que virou cult acompanha Maximus (Russell Crowe), poderoso general romano escolhido pelo imperador Marcus Aurelius (Richard Harris) como seu sucessor. A decisão enfurece Commodus (Joaquin Phoenix), que assassina o pai e ordena a execução de Maximus. O general sobrevive, mas é forçado à escravidão, e é ali, no fundo do poço, que renasce como gladiador, pronto para desafiar Roma — e o próprio destino.
“Gladiador II” retoma a narrativa anos depois, centrando-se em Lucius (Paul Mescal), sobrinho de Commodus, que presencia a morte de Maximus ainda criança. Inspirado pelo herói que conheceu, ele trilha seu próprio caminho de batalha, vingança e redenção, enfrentando novos imperadores tirânicos e tentando salvar Roma de um colapso anunciado.
Ver essa foto no Instagram
Cena de "Gladiador II" (Foto: reprodução/Instagram/@gladiatormovie)
O que esperar agora
O anúncio de um terceiro filme chega como uma promessa ou um desafio. Depois de um retorno controverso, Ridley Scott parece disposto a provar que a arena ainda não fechou para “Gladiador”.
Agora, os fãs da franquia e os amantes de cinema esperam o resultado da terceira parte da produção dirigida por Scott, que pode compensar o resultado do segundo filme ou ser mais um golpe no legado.